Planejamento financeiro: por que controlar gastos não é suficiente

Muitas pessoas acreditam que estão com a vida financeira organizada porque conseguem pagar as contas em dia, acompanhar os gastos e evitar passar do limite do cartão.

Existe uma importância, mas isso não é o planejamento financeiro completo.

Planejar de verdade não é apenas controlar o que entra e o que sai. É criar estrutura para lidar com imprevistos, pensar no futuro, proteger o patrimônio e organizar decisões que muitos costumam deixar para depois.

Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha junto com a Planejar, 59% dos brasileiros consideram ter um  planejamento financeiro. Ao mesmo tempo, 39% disseram ter gastado mais do que receberam no último ano. Além dos 84% que enfrentam ao menos uma situação financeira emergencial no mesmo espaço de tempo. 

Fechar o mês no azul é importante, mas não o suficiente.

Organizar o orçamento é a base, mas não se sustenta sozinha.

Você pode até conseguir terminar o mês sem atrasos e ainda assim estar vulnerável financeiramente. Um mínimo imprevisto, uma queda de renda ou uma necessidade inesperada para toda essa sensação de controle desaparecer rapidamente. 

Por isso, o planejamento financeiro não deve ser resumido a não ficar no vermelho. Ele precisa incluir outras frentes que dão sustentação ao presente e ao futuro.

Reserva de emergência: a primeira camada de proteção

    A reserva de emergência é uma das partes mais importantes de qualquer planejamento.

    Sem ela, qualquer imprevisto pode empurrar a pessoa para o crédito, parcelamento e até para o endividamento. O problema é que isso se tornou mais comum do que deveria.

    A Planejar provou, através da sua pesquisa, que 43% dos brasileiros não têm reserva de emergência.

    Na prática, isso significa que muita gente ainda está financeiramente exposta. E quando não há proteção, até pequenos problemas podem virar grandes desajustes no orçamento. 

    Aposentadoria: preocupa, mas segue adiado

      A aposentadoria mostra a diferença entre intenção e planejamento.

      Muitos pensam no assunto, poucos se organizam de fato para isso. A pesquisa mostrou que 82% dos brasileiros já pensaram sobre. Mas, entre os não aposentados, 15% possuem previdência privada.

      Provando que existe um comportamento comum: o tópico existe na preocupação, mas ainda não virou estratégia. 

      A construção de patrimônio para o longo prazo exige tempo, constância e direção. Quanto mais esse tema for adiado, menor tende a ser a margem de conforto lá na frente.

      Proteção patrimonial também faz parte do planejamento

        Quando falamos em planejamento financeiro, pensamos em crescimento. Mas o patrimônio não precisa apenas crescer, também precisa ser protegido.

        Isso envolve pensar em liquidez, diversificação, exposição a risco, cobertura para imprevistos e decisões coerentes com o momento de vida da pessoa ou da família.

        Proteger o patrimônio é evitar que um evento inesperado destrua ou comprometa o que levou anos para ser construído. 

        Sucessão: o assunto que quase todo mundo empurra para depois 

          Talvez um dos pontos mais negligenciados dentro do planejamento financeiro seja esse.

          Um tema importante, mas ainda tratado como se fosse distante demais. Só que sucessão não começa quando um problema acontece. Ela começa quando a organização é feita antes.

          A Planejar mostrou que 56% dos brasileiros já pensaram em como distribuir seus bens para os herdeiros. Ainda assim, apenas 7% formalizaram um planejamento sucessório. É só 42% afirmam que os familiares saberiam acessar seus bens em caso de falecimento. 

          Ou seja: o pensamento existe, a estrutura ainda não.

          Planejamento financeiro de verdade

            No fim, o que os dados mostram é que existe uma diferença grande entre ter alguma consciência financeira e, de fato, ter uma estratégia patrimonial.

            Planejamento financeiro de verdade precisa olhar para três frentes ao mesmo tempo:

            • o presente, com organização e controle;
            • o médio prazo, com proteção e preparação;
            • o longo prazo, com aposentadoria, patrimônio e sucessão.

            Fechar o mês no azul continua sendo importante. Mas isso é só o começo.

            Se pergunte, o seu dinheiro hoje está apenas organizado para passar pelo mês ou realmente estruturado para sustentar o seu futuro?

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